quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Aprendendo...

Posso me resumir em um aprendiz.
Não desses que já coleciona prêmios expostos numa galeria ou parede, com grande orgulho; tampouco aquele que bate no peito e diz:
“Já vivi e aprendi tudo o que tinha que saber”.
Continuo aprendendo...
E acho sim que a vida, pelo menos, a minha, ainda tem muito o que viver PARA aprender.
Também não me considero aquele tipo de aprendiz que não reconheceu falhas em momentos que o fracasso dos objetivos só dependiam unicamente de mim, e assim, fechariam meus olhos para meus próprios erros.
Aponto-os em cada episódio de infortúnio, me denomino LOSER de minha própria culpa e natureza.
Aponto meus pequenos acertos, mesmo que só vá percebê-los e então reconhecê-los como meus méritos, depois que a vitória pareceu vir tardia, amarga e seca; já sem euforia para qualquer comemoração!
Aprendo com o que há de errado mais do que com o que há de certo.
Mas é disso que a vida se trata, como já dizia o velho ditado, não?
Vivendo e aprendendo...”, ainda que eu seja da ‘nova escola’ que resolveu adotar o Errando e se F***”.
Acertei quando achei que errei do começo ao fim; Errei quando achei que sempre estive certa...
Não porque não soube reconhecer um ou outro, mas porque a vida te coloca diante de caminhos opostos, mas não te dá um detector de qual deles te levará a atrair o sucesso.

Errei por seguir o destino vencedor e acertei quando parecia já estar derrotada.
Errei quando desacreditei em mim, e mais ainda quando acreditei sempre no outro alguém.
Acertei quando nem percebi de própria consciência; e também quando resolvi que o poder alheio não mais iria controlar minhas escolhas.
Confesso: não sou dos mais singelos aprendizes, mas também não sou dos que parecem completamente dislexo a mais simples das lições deixadas principalmente nos "finais infelizes".
Na confusão de quando jogar para ganhar e acabar perdendo e no perder para ganhar, já troquei os lados e me surpreendi com minhas reações.
Ás vezes ser calculista parece fácil, o problema é que nunca vão depender só de você os resultados.
Se fosse assim, todos esses ‘espertos’ seriam felizes, cada um a sua própria maneira falsa de manipulação do sentimento do próximo; embora ás vezes eles já pareçam estar entre nós.
E será mesmo em que todas as batalhas que penso perder, só eu saí derrotada?
Será que houve realmente um vencedor ileso, ou alguém que pode se considerar um vencedor somente por ter "se esfolado" menos?
Ou ainda, será que sou mesmo um instrumento para treinar vencedores?... E ainda não tendo a resposta 100% para tal, me atrevo a dizer que não só sou um aprendiz, como às vezes ensino a outros errantes, mesmo que através de faltas que eu os fiz cometer.
Quem diria que meu poder de influência, ainda que má, poderia ser tão eficiente?
Sendo assim, me conheço muito mais por erros dos outros guiados por mim.

Aprendi que um abraço hoje, mais tarde pode ser uma adaga nas suas costas.
Aprendi que quanto mais se dá, menos se recebe.
Aprendi que não somos donos das nossas próprias vidas e que há um Deus maior que a sua própria consciência e inteligência.

Por fim, aprendi que não importa o quanto você se proteja, as pessoas sempre levarão algo importante de você, porque em certa hora, você tende a se distrair.
E se ainda houver tempo, se precaveja para que o algo seja o seu “ruim”.
Pessoalmente, digo que levam sempre o meu melhor.
E me restando o ruim, sobrando falhas... Me justifico aprendiz pela última vez ao afirmar de que preciso aprender a me precaver de tais "ataques", suficientemente para também entender como alguém saiu ganhando e eu perdendo, mais uma vez.

Pareço não respeitar a "Moral da História", mas é porque costumo criar a minha própria!
Sendo assim, é um dos raros momentos em que me considero aspirante a mestre nas minhas verdades, embora seja somente um principiante na cartilha do bê-á-bá das relações interpessoais;
tão friamente impessoais.


^P.e.a.c.e^

Um comentário:

Kelzinha disse...

EIta,inspiradíssima.

AMo.

SABE DA ÚLTIMA!?

SABE DA ÚLTIMA!?
A Fadinha deseja um Ótimo 2011

†.••๋°●Gιℓ●°•๋•.†

Clara [Casimiro de Abreu]
Não sabes, Clara, que pena eu teria se — morena tu fosses em vez de clara!
Talvez... quem sabe... não digo... mas refletindo comigo talvez nem tanto te amara!
A tua cor é mimosa, brilha mais da face a rosa tem mais graça a boca breve.
O teu sorriso é delírio...
És alva da cor do lírio, és clara da cor da neve!
A morena é predileta, mas a clara é do poeta: assim se pintam arcanjos.
Qualquer, encantos encerra, mas a morena é da terra enquanto a clara é dos anjos!
Mulher morena é ardente: prende o amante demente
nos fios do seu cabelo; — A clara é sempre mais fria,
mas dá-me licença um dia que eu vou arder no teu gelo!
A cor morena é bonita, mas nada, nada te imita nem mesmo sequer de leve. — O teu sorriso é delírio...
És alva da cor do lírio, és clara da cor da neve!

☺ VOLTE SEMPRE!! ☻

☺ VOLTE SEMPRE!! ☻
Obrigαdα pєlα visitiиhα!!